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Flávio Bolsonaro manifesta solidariedade a Cabo Deyvison e defende classificação de facções como organizações terroristas

Flávio Bolsonaro manifesta solidariedade a Cabo Deyvison e defende classificação de facções como organizações terroristas

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se pronunciou sobre o atentado a tiros que teve como alvo o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), ataque que resultou na morte de seu assessor e videomaker, Allysson Diego.

Em publicação nas redes sociais, Flávio classificou o episódio como um reflexo da violência promovida por facções criminosas e afirmou que pessoas que enfrentam organizações ligadas ao tráfico de drogas acabam se tornando alvos.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, declarou.

O senador também manifestou solidariedade ao parlamentar mossoroense e aos familiares de Allysson Diego, que morreu após ser atingido durante o ataque.

“Minha solidariedade ao Cabo Deyvison, a quem desejo uma pronta e plena recuperação. Minha solidariedade também aos amigos e familiares do assessor Allysson Diego, que pagou com a própria vida por estar ao lado de alguém que não se cala diante do crime”, afirmou.

Durante a manifestação, Flávio Bolsonaro classificou o atentado como um ato de terrorismo e destacou o uso de armamento de guerra pelos criminosos. Segundo ele, a utilização de um fuzil calibre 5.56 em plena luz do dia demonstra o grau de organização e poder de fogo das facções.

“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo. O uso de um fuzil calibre 5.56, uma arma de guerra, em plena luz do dia, revela o nível de ousadia e o poder de fogo dessas organizações”, disse.

O parlamentar defendeu ainda que as facções criminosas passem a ser oficialmente classificadas como organizações terroristas. Para ele, o tratamento dado atualmente pelo Estado brasileiro não corresponde à dimensão da ameaça representada por esses grupos.

“Enquanto o Estado insistir em tratá-las como um problema comum de segurança pública, elas continuarão agindo como exércitos paralelos, intimidando, aterrorizando e assassinando quem ousa enfrentá-las”, concluiu.

O atentado contra Cabo Deyvison ocorreu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. O vereador foi baleado e socorrido com vida. Já seu assessor, Allysson Diego, não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pelas forças de segurança do Rio Grande do Norte.