Não é segredo para ninguém que a governadora Fátima Bezerra (PT) resolveu bater ponto em Mossoró. E não é por amor repentino à cidade, mas por cálculo político puro e simples. A parceria do prefeito Allyson Bezerra (UB) com a senadora Zenaide Maia (PSD) mexeu no tabuleiro e acendeu a luz amarela no PT. A ordem agora é correr atrás, custe o que custar.
Hoje, duas promessas movimentaram a roda política. Primeiro, o candidato petista ao governo, Cadu Xavier, anunciou que até 30 de março de 2026, Mossoró terá voos comerciais de volta, quando deve ser concluída a obra de reforma do Aeroporto Dix-sept Rosado. Fez suspense sobre a empresa aérea, mas deixou escapar que serão jatos. Traduzindo: pode ser a Gol com seus Boeings 737.
À noite, veio a cereja do bolo. O Governo do Estado anunciou a construção de um novo estádio de futebol para 10 mil torcedores, em terreno doado pela UERN, vizinho ao 12º BPM. A promessa inicial já veio com carimbo de emendas. R$ 500 mil de Isolda Dantas, R$ 1 milhão de Fernando Mineiro, outro R$ 1 milhão de Natália Bonavides e R$ 2 milhões do próprio governo.
Projeto bonito, desenhado e apresentado aos dirigentes de clubes mossoroenses.
Se sair do papel, será um chute direto nas canelas do prefeito Allyson, que vive prometendo uma PPP de R$ 42 milhões para construir uma arena multiuso no lugar do velho Nogueirão.
Agora, convenhamos. Promessa de estádio novo em ano eleitoral cheira mais a drible de corpo do que a jogada ensaiada. Me lembra muito a ex-governadora Rosalba Ciarlini em 2012 onde apresentou uma maquete que nunca saiu do papel.
Allyson e Fátima, até agora, estão empatados nas promessas de um novo Estadio. Vamos ver quem sai na frente com a colocação do primeiro tijolo.