A interferência política da governadora Fátima Bezerra (PT) foi determinante para que, em 2023, a Medalha do Mérito Policial Luiz Gonzaga, a mais importante honraria da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que deveria ter sido entregue à ex-reitora da UFERSA, Ludimilla Oliveira, fosse entregue à deputada Natalia Bonavides (PT).
Fátima mandou barrar o nome da ex-reitora. Alegou que Ludimilla era uma “interventora”, termo usado por setores petistas para se referir aos reitores escolhidos dentro da lista tríplice pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ofício interno da PM, assinado pelo comandante Coronel Alarico, anunciava Ludimilla como uma das homenageadas na solenidade de 4 de julho de 2023, no Centro de Convenções de Natal. O documento acabou vazando e revelou que o nome da ex-reitora constava entre os escolhidos. Quem divulgou essa informação à epoca foi o jornalista Gustavo Negreiros em seu blog.
Logo depois, a governadora interveio. Determinou que a medalha fosse retirada de Ludimilla e entregue à deputada federal Natália Bonavides (PT).
Nesta sexta-feira (31), a mesma Natália participou de um protesto em Natal pedindo o fim da Polícia Militar, a instituição que a homenageou a mando da própria governadora. O ato, realizado em frente ao Midway Mall, reuniu poucos militantes de esquerda e teve gritos contra as operações policiais no Rio de Janeiro, que resultaram em mais de 100 mortes no Complexo do Alemão e da Penha.
Ludimilla Oliveira, à frente da UFERSA em 2023, ofereceu estrutura, dormitórios e alimentação para os policiais durante grandes operações em Mossoró. Foi reconhecida pela corporação, mas vetada pela governadora.
Quem ajudou a polícia foi ignorada; quem hoje pede o fim dela foi premiada.
