A situação da saúde pública no Rio Grande do Norte está cada vez mais crítica, e o Hospital da Polícia Militar em Mossoró é mais um exemplo disso. Com a possibilidade de fechamento total de todos os serviços, os pacientes internados e os profissionais de saúde estão sendo afetados por um cenário de descaso e falta de investimento do Governo do Estado.
A direção da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (Apamim), responsável por manter os leitos clínicos no hospital, vem alertando as autoridades há meses sobre a situação crítica do local, que atende pacientes de toda a região Oeste do estado. No entanto, o Governo não tem respondido aos apelos e deve quatro meses de repasses para o funcionamento da unidade.
Caso o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), não responda aos comunicados da Apamim, a associação poderá fechar todos os leitos do hospital. Atualmente, são 20 leitos clínicos no local, com 15 pacientes internados. Já os dez leitos de UTI foram fechados em fevereiro também por falta de repasse do governo.
O Hospital da Polícia Militar (HRPM) serve como retaguarda do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).