A falta de comunicação via telefone móvel na Praia de Ponta do Mel, em Areia Branca, dificultou o atendimento médico ao advogado e praticante de parapente, Nelson Maia Filho, que faleceu após o equipamento se chocar contra uma falésia na tarde deste terça-feira (27).
Um colega praticante do esporte, que voava com Nelson e outras pessoas nesta tarde, relatou ao Blog que o advogado ficou aproximadamente 40 minutos aguardando socorro médico antes de falecer.
Por falta de sinal de telefonia na região, amigos tiveram que se deslocar até um posto da Marinha para tentar comunicação via rádio. Foi emitido sinal com pedido de socorro em várias frequências. Em seguida, o grupo se deslocou até a UBS de Ponta do Mel, para pedir ajuda. No local eles relataram que não tinha maca de resgate, equipamento para imobilizar o paciente e nem bomba de oxigênio.
Após várias tentativas de comunicação, uma ambulância do Samu foi deslocada de Areia Branca para Ponta do Mel, mas devido à demora, a equipe nada pôde fazer, apenas constatando o óbito.
De acordo com informações de amigos que presenciaram o acidente, Nelson teria se acidentado após um mal súbito no ar, se chocando violentamente contra um paredão de falésia. A investigação vai apontar se ele passou mal durante o voo.
Colegas dele contaram que o advogado era um praticante experiente de parapente, com mais de três anos de atuação em voo solo e tendo praticado voos em várias rampas pelo Nordeste. “Era cauteloso, nunca foi imprudente no voo. Sempre metódico, mas infelizmente chegou o dia”, disse um amigo que preferiu não se identificar.
Nelson era diretor do Hospital Centenário de Pau dos Ferros, e a sua morte comoveu toda a cidade da região do Alto Oeste. Ele deixa esposa e cinco filhos.