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Política

Ex-assessor do TSE: além de Moraes, Gonet também agiu fora do rito para investigar bolsonaristas

Ex-assessor do TSE: além de Moraes, Gonet também agiu fora do rito para investigar bolsonaristas


O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta terça-feira (2) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, participou de procedimentos considerados irregulares nas investigações que tiveram como alvo bolsonaristas. A declaração foi feita durante audiência da Comissão de Segurança do Senado, presidida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo Tagliaferro, quando Gonet era vice-procurador-geral eleitoral em 2022, manteve contatos diretos com seu gabinete a respeito de medidas que extrapolariam o rito legal, revelando um alinhamento entre Ministério Público e Judiciário. O ex-assessor apresentou prints de conversas de WhatsApp que mostrariam pedidos de Gonet e de um assessor identificado como Lucas para elaboração de relatórios e repasse de informações a Alexandre de Moraes, então presidente do TSE.

Em um dos diálogos exibidos, Gonet teria solicitado uma lista de decisões sobre remoção de conteúdos nas redes sociais, ao que o assessor respondeu: “Levantamos os processos, agora vamos pegar as decisões para o senhor”. Em outra troca, Lucas teria dito que falava em nome de Gonet a respeito de um assunto tratado diretamente com Moraes mais cedo.

O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta terça-feira (2) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, participou de procedimentos considerados irregulares nas investigações que tiveram como alvo bolsonaristas. A declaração foi feita durante audiência da Comissão de Segurança do Senado, presidida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

 

Tagliaferro também relatou que Moraes encaminhou a Gonet um vídeo e pediu auxílio para identificar o autor da publicação original. Segundo ele, as conversas entre os gabinetes se estenderam até março de 2023, quando já havia investigações abertas no Supremo contra empresários e políticos de direita.

A Folha de S.Paulo revelou no ano passado que o setor de combate à desinformação do TSE foi utilizado como braço investigativo do gabinete de Moraes no STF, com produção de relatórios não oficiais para embasar decisões contra alvos bolsonaristas. O jornal informou ter obtido mais de 6 gigabytes de mensagens trocadas entre assessores de Moraes, incluindo Tagliaferro e o juiz instrutor Airton Vieira.

Fonte: Conexão Política