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Estudantes de medicina da UERN reclamam que estão há oito meses com atividades paralisadas

Estudantes de medicina da UERN reclamam que estão há oito meses com atividades paralisadas

Estudantes da décima quinta turma de medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), relatam que estão há oito meses com as atividades paralisadas e sem perspectivas de retorno. O alunado já enfrentou grandes atrasos na graduação que, teoricamente, deveria durar 6 anos, como uma greve de seis meses antes do início do curso, quatro meses de greve durante o curso e agora mais oito, entre paralisação devido à pandemia e, mais atualmente, pela falta de vagas para estágios obrigatórios.

Segundo denuncia dos estudantes, tal situação está gerando danos imensuráveis não só para o alunado, mas também para o curso em si devido a um desajuste na duração do mesmo a longo prazo e pelo acúmulo de turmas para entrada no internato, que são os dois últimos anos do curso referentes ao estágio obrigatório. Soma-se, ainda, o prejuízo financeiro referente aos gastos com a moradia inabitada, nesse mesmo período, para uma grande parcela dos alunos que são de outros estados e municípios.

Há reclamações sobre a quantidade insuficiente de campos de estágio, causando uma superlotação nos campos já existentes e sem perspectivas de melhora, pois as turmas da UERN estão ficando cada vez maiores com a entrada semestral de novos alunos pelo SISU. Alguns desses campos são da rede estadual e deveriam ser prioridade dos alunos do estado, como o Hospital Regional Tarcísio Maia. Vale-se ressaltar que o internato da UERN atua também na Maternidade Almeida Castro, no entanto, atualmente vem encontrando dificuldades para que os alunos sejam aceitos. Os estudantes destacam que três turmas anteriores à turma quinze retomaram as atividades no internato depois de bastante mobilização. Porém, a turma quinze ainda se encontra sem previsão de retorno mesmo estando oficialmente matriculada.

"Não pode ser esquecido, ademais, a importância da UERN para o estado do Rio Grande do Norte, no quesito de formação profissional, em que a residência multiprofissional e a de ginecologia e obstetrícia fornece na cidade de Mossoró, logo é imprescindível que haja uma atuação das diversas esferas do poder público em defesa da UERN, visando adequar e melhorar sua recepção nos serviços de saúde do município em questão", explicou o estudante Igor Medeiros, do 9º período de medicina da UERN.

A estudante Carolina Pinheiro também reforça a necessidade do retorno das atividades: "Apesar de ter sido um ano bastante difícil e desafiador para todos com a pandemia, futuros profissionais de saúde devem ser treinados desde a graduação para situações como essas. Não há porque postergar ainda mais, ressaltando que a pandemia realmente foi só um pretexto para problemas antigos virem à tona".