A esquerda brasileira está pouco se lixando para as milhares de vidas que perdemos todos os dias pela Covid-19. Aliás, vi, em alguns grupos que participo, pessoas “comemorando”, de forma nefasta, o recorde de óbitos ontem (10), onde o país atingiu a marca e mais de duas mil vidas perdidas pela doença em 24 horas.
Não se importam com familiares das vítimas, não importam se são amigos próximos, ou se pessoas de boa índole e trabalhadoras. A polarização da pandemia tem transformado a divulgação do boletim de óbitos em um verdadeiro show de bizarrice.
Se as mortes servirem de discurso político, os caixões das vítimas servem de palanque. Debates intermináveis sobre tratamento precoce, vacinas, lockdown e flexibilização das atividades econômicas. Pessoas com geladeiras cheias determinando que pessoas autônomas e sem renda fixa, fiquem em casa esperando a fome e a miséria baterem na porta.
A esquerda não quer o bem para o Brasil, mas, se alimentar do caos, da destruição e da tragédia humana. Óbitos que geram narrativa positivas para um discurso politizado e idiotizado. Se os números da pandemia e da economia são negativas, eles vibram.
O Brasil vive seu pior momento social e político, e nós, como comunicadores e formadores de opinião, só temos a lamentar e assistir, mais uma vez, ver a polarização tomar de conta de algo que poderia ter gerado união e empatia entre as pessoas.
Que a vacina possa chegar o mais rápido possível, e que essa pandemia possa sumir, para silenciar as vozes de “negacionistas” e “coronalovers” pelo Brasil.