Da crise de hemodiálise, na última terça-feira (24), com duas mortes de pacientes de Assú e uma terceira que faleceu em Grossos no dia seguinte por complicações decorrentes da falta do tratamento após a interdição do Centro de Hemodiálise de Mossoró (CDM) pela Vigilância Sanitária, nasceu um momento de esperança.
Foram profissionais de saúde do Hospital do Rim de Mossoró que se dedicaram até a madrugada da quarta-feira para a quinta para que pacientes não ficassem sem realizar a diálise, uma ação e dedicação que, com certeza, salvaram muitas vidas.
Eu mesmo recebi uma enxurrada de mensagens de pacientes sem informações sobre onde seriam realizadas as diálises. A Sesap correu para organizar e encaminhar os pacientes. Foram cerca de 50 pacientes renais crônicos que conseguiram fazer sua hemodiálise.
A esses profissionais dedicados, minha salva de palmas.
Ao CDM, que se apure e investigue o que de fato ocorreu. Os diretores têm todas as razões de ficarem com raiva de mim. Fui eu quem expôs o caso e revelei o problema das mortes, que só foi comunicado às autoridades e à Vigilância Sanitária do município após minha denúncia.
Eu não tenho medo de divulgar o que é de interesse da sociedade. Só temo os castigos divinos. E nosso jornalismo vai continuar firme.