Em carta, Fátima anuncia desistência do Senado, culpa “extrema-direita” e ataca Walter por não assumir o governo


A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou que não irá mais renunciar ao cargo para disputar o Senado em 2026 e atribuiu sua decisão a fatores políticos que, segundo ela, envolvem uma “ofensiva da extrema-direita contra a democracia” e a quebra de compromisso por parte do vice-governador Walter Alves (MDB). Em carta pública, Fátima afirma que a candidatura ao Senado era “legítima, esperada e necessária”, mas acabou sendo inviabilizada diante do cenário político e da impossibilidade de transição no governo estadual.

O ponto central da justificativa recai sobre Walter, que, de acordo com a governadora, não cumpriu o acordo firmado ainda em 2022 para assumir o comando do Estado. Sem essa movimentação, a estratégia política do PT no Rio Grande do Norte foi desmontada. Fátima também elevou o tom ao afirmar que interesses de uma “velha elite” teriam influenciado a decisão.

Apesar do recuo, a governadora tentou demonstrar força política ao afirmar que existe um “movimento articulado para tirar o PT do Senado”, garantindo que isso não acontecerá.

Fátima não confirmou o nome de Samanta Alves para disputar o senado, mas manteve o nome de Cadu como candidato ao governo.