A greve dos professores da Rede Estadual de Ensino completa um mês e ganha novos desdobramentos com uma ofensiva do secretário de Finanças, Aldemir Freire, que concedeu uma entrevista polêmica ao jornal Tribuna do Norte e, com declarações duras, subiu o tom e jogou mais lenha na fogueira do impasse entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Professores.
Segundo Aldemir, o Sinte - sindicato que tem uma ligação histórica com Fátima - está sendo "intransigente e prejudicando os alunos" ao não aceitar o acordo proposto pelo Governo. Ele justifica que atender às demandas dos professores prejudicaria as finanças do Estado, podendo levar a atrasos de salários. Aldemir considera "impossível" no momento atender ao pagamento integral do novo piso do magistério, algo que Fátima defendeu fortemente quando era Senadora.
Ademir deixa claro que vai sair do governo atirando, independentemente das consequências políticas para a governadora Fátima. O economista vai ocupar a diretoria de planejamento do Banco do Nordeste.
Fátima se vê em uma situação de impasse, incapaz de atender às demandas dos colegas de profissão que sempre defendeu como principal bandeira de luta quando era deputada e senadora. A única vantagem para Fátima é que não terá que enfrentar a vereadora Marleide Cunha desfilando com um boneco gigante representando-a pelas ruas de Mossoró, como faz com o prefeito Allyson, que também está enfrentando uma greve na Rede Municipal.