A família Rosado, uma das mais importantes, imponentes e poderosas na política mossoroense nos anos 60, 70, 80 e 90, caminha para a extinção. Os Rosados vivenciaram épocas de ouro, ocupando diversos cargos importantes e protagonizando as mais acirradas e históricas eleições do Estado. Hoje, sem nomes importantes para substituir e manter o legado, o grupo, com seus clãs familiares, passa por sua maior crise.
O nome mais importante desse grupo nos últimos anos foi o da ex-prefeita, ex-governador e ex-senadora Rosalba Ciarlini. São mais de três décadas na vida pública. Hoje ela tenta se reerguer politicamente na sombra do petismo e do Governo Fátima Bezerra. Seu grupo político quase não existe mais. Se resume apenas ao mandato do vereador Francisco Carlos que, segundo informações, tem encontrado dificuldades de abrir diálogo com o seu líder, Carlos Augusto.
Pelo Sandrismo, também temos um processo de desmonte do grupo. A ex-deputada Sandra Rosado anunciou, em entrevista à TV, que não pretende mais disputar cargos políticos. O sonho de emplacar Larissa como prefeita foi barrado pelo próprio primo, Carlos Augusto, que levou Claudia Regina à vitória em 2012. Sandrismo e rosalbismo se uniram por sobrevivência em 2016. Hoje o clã se resume apenas ao mandato de vereadora de Larissa Rosado, sem grande prestígio e notoriedade.
Beto Rosado, outro nome importante da família, apesar da votação expressiva nas eleições de 2022, com quase 84 mil votos, não conseguiu êxito no seu projeto de reeleição. Com isso, Mossoró perdeu seu único representante na Câmara Federal. Uma derrota amarga que trará prejuízos para o município.
O momento do grupo político é de incertezas. Muitos questionamentos são feitos. Será que haverá renovação dos quadros da família e, consequentemente, conseguirão se reerguer das cinzas como a lenda da Fênix, ou colocarão um ponto final e encerrarão de vez a trajetória da oligarquia, que um dia já foi uma das mais poderosa da política Potiguar?