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É GRAVE! Fisioterapeutas do HMAC ameaçam paralisação após sete meses sem salários

É GRAVE! Fisioterapeutas do HMAC ameaçam paralisação após sete meses sem salários


A crise no Hospital Maternidade Almeida Castro, em Mossoró, se aprofunda. Após as denúncias sobre a paralisação dos obstetras, agora é a vez dos fisioterapeutas ameaçarem cruzar os braços devido ao descaso no pagamento de salários. Profissionais que atuam na unidade revelaram que estão há sete meses sem receber os valores devidos pelo contrato com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap).

“O último pagamento que recebemos foi referente à primeira quinzena de abril de 2024. De lá pra cá, nada. São sete notas fiscais em aberto, e não há previsão de pagamento”, desabafou uma fisioterapeuta que trabalha na unidade.

Os atrasos, segundo os profissionais, são recorrentes. Apesar de promessas constantes, os pagamentos não têm data certa e os contratos com a Sesap funcionam apenas de forma improvisada, sem garantia de continuidade. A situação é especialmente crítica no turno diurno das UTIs, tanto na Neonatal quanto na Adulto, onde a cobertura depende exclusivamente de profissionais vinculados à Cooperfisio, contratada pela Sesap.

HRTM

Enquanto o Hospital Maternidade Almeida Castro enfrenta atrasos críticos nos pagamentos, no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, o problema é outro, mas igualmente preocupante. O número de plantões contratualizados será insuficiente para cobrir a demanda em dezembro.

Mesmo com a convocação de aprovados no último concurso público, a permanência de profissionais contratados via processo seletivo e a continuidade de um contrato com uma empresa terceirizada, o serviço de fisioterapia no HRTM estará limitado. Em todo o mês de dezembro, o atendimento funcionará apenas das 7h às 19h, o que pode comprometer a assistência em um dos hospitais de referência para urgências e emergências no estado.

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