Por: Ismael Sousa
Desesperado, impopular e sem resultados concretos na economia para mostrar, Lula apela ao velho truque de 30 anos atrás. Colocar pobre contra rico, o povo contra o “mercado”, como se isso ainda colasse. E, infelizmente, ainda cola para alguns.
Hoje, uma tropa de militantes invadiu a sede do Itaú na Faria Lima, em São Paulo, com faixas pedindo “justiça tributária”. Atacam o banco que mais lucrou nos governos do PT. Mais curioso ainda, a herdeira do Itaú, Beatriz Bracher, foi a segunda maior doadora individual da campanha de Lula, com R$ 150 mil, segundo dados do TSE. O teatro bem ensaiado, com plateia iludida e atores pagos.
O Brasil vive uma das maiores cargas tributárias do planeta. O trabalhador sua cinco meses por ano só pra sustentar a máquina pública. E ainda vão às ruas pedir mais imposto? Mais Estado? Mais “distribuição” vinda justamente de quem sempre mamou nas tetas do sistema?
É guerra de classes, sim. Mas não entre ricos e pobres. É entre os que produzem e os que vivem pendurados no Estado. O investidor vê isso e vai embora. Leva sua indústria, seus empregos, sua produção. E o povo fica aqui, esperando mais uma bolsa, mais um favor, mais uma promessa de “Picanha com cervejinha”
Essa é a verdadeira engenharia da miséria. Criar dependência, manter o povo na coleira do Estado e posar de salvador. Lula sempre apostou nessa estratégia de 'nós contra eles'. Alias, ele ascendeu politicamente em cima dessa ideia. A guerra de classes.