Realmente, eu não consigo entender como leis que não servem para nada são aprovadas e sancionadas em Natal. Não, eu não estou criticando o público evangélico. O problema é o besteirol em que se transformam a religião e a política quando se misturam dessa forma.
O prefeito Paulinho Freire sancionou três leis inúteis na capital. A primeira delas cria o Dia da Esposa dos Pastores Evangélicos. Oi?
Para piorar, o prefeito incluiu no calendário oficial do município o Dia do Secretário e do Tesoureiro Evangélico, a ser comemorado em 30 de setembro.
Existe o secretário e o tesoureiro comuns, e o secretário e o tesoureiro evangélicos, como se fossem diferentes dos demais?
As leis são de autoria da vereadora Camila Araújo (PL).
Já imaginaram o Dia do Motorista de Ônibus da Umbanda? Ou o Dia da Recepcionista de Hotel do Candomblé? Escândalo, ne?
Sinceramente, desisto. É cada inutilidade produzida pelo poder público que chega a causar náuseas.