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Denúncia anônima aponta falhas na gestão do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia

Denúncia anônima aponta falhas na gestão do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia


O Blog recebeu uma denúncia anônima relatando irregularidades na administração do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. A carta, enviada diretamente ao editor deste blog, lista uma série de problemas relacionados ao funcionamento da unidade de saúde. A reportagem divulgará os pontos apresentados, assegurando sempre o direito à defesa, ao contraditório e à apuração responsável dos fatos, conforme os princípios do bom jornalismo.

A denúncia foi motivada pela recente abertura de 10 leitos de UTI feminina adulto e 10 leitos de retaguarda de UTI, iniciativa considerada positiva por contribuir para desafogar outros hospitais da região e suprir parte da demanda reprimida por leitos críticos. No entanto, segundo o documento, a gestão administrativa da unidade estaria enfrentando sérias dificuldades na condução do hospital.

A carta denuncia que normas de vigilância sanitária, epidemiológica e de segurança do paciente estariam sendo descumpridas, com enfermarias pediátricas, ginecológicas, obstétricas e leitos de retaguarda de UTI funcionando em uma mesma ala. Esse compartilhamento de espaços, segundo o texto, poderia representar riscos de contaminação cruzada, inclusive com potencial para ocorrência de óbitos em casos mais graves.

Outro ponto levantado é o de que pacientes obstétricas em processo de abortamento estariam sendo colocadas ao lado de gestantes, o que, segundo a denúncia, pode causar constrangimento emocional e psicológico às mulheres internadas.

A denúncia também menciona a situação da Pediatria do Hospital Tarcísio Maia, que passou a funcionar provisoriamente no Hospital da Mulher, mas que agora estaria instalada de forma definitiva na unidade, reduzindo a disponibilidade de leitos apropriados para o público-alvo do hospital, que são mulheres em diferentes situações de saúde.

Além dos problemas estruturais e sanitários, o documento traz denúncias de assédio moral e perseguição a funcionários terceirizados. “Vemos profissionais adoecidos, sobrecarregados e exaustos dando conta de 3 a 4 setores sozinhos, quando o correto em seus códigos de profissão é de no mínimo 1 profissional por setor”, diz um trecho da carta.

Segundo o relato, o número total de profissionais no hospital não chegaria a 300, o que levanta preocupações diante da previsão de abertura, ainda nos próximos meses (julho ou agosto), da ala de parto e neonatal, que ampliará a complexidade da assistência prestada na unidade.

O blog abre espaço para ouvir a versão da direção do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, além da Secretaria Estadual de Saúde do RN.