De um deputado do baixo clero, que ninguém parava para ouvir, Jair Bolsonaro se tornou, aos olhos do sistema, um perseguido político. O roteiro está traçado: será condenado e preso. Não porque tentou derrubar instituições, mas porque ousou enfrentá-las sem pedir licença. Esse é o preço no Brasil para quem não se curva aos caprichos dos que realmente mandam.
Nos vendem a imagem de uma democracia sólida, mas basta olhar de perto para perceber as rachaduras. Um “golpe” que durou minutos, contido a cacetetes e bombas de gás num domingo em que Bolsonaro sequer estava no país, virou a justificativa perfeita para um tribunal transformar divergência política em crime.
O Judiciário, erguido como herói em toga, escreve um capítulo sombrio da nossa história. O troféu tão sonhado, a prisão de Bolsonaro, não é só contra ele, mas contra a própria pluralidade de vozes que a democracia deveria proteger.
O futuro mostrará o preço dessa implosão política e jurídica. Porque calar a direita não vai apagar o sentimento de liberdade que pulsa. Vai apenas empurrar o país para um abismo maior , e talvez, quando cairmos nele, será tarde demais para lembrar quem cavou.