O uso de um filhote da raça Beagle, de apenas seis meses, durante uma atividade prática do curso de Medicina Veterinária da UNP em Mossoró, provocou indignação nas redes sociais.
Nas imagens, o animal foi sedado pelo médico veterinário convidado pela universidade e responsável para a realização de um exercício de intubação. Em seguida, o cão teria sido submetido a uma parada cardíaca induzida, com o objetivo de possibilitar aos estudantes a prática de técnicas de reanimação.
A repercussão negativa ganhou força após entidades de proteção animal se posicionarem. O Abrigo Mossoró e o Instituto Ampara emitiram uma nota pública de repúdio, criticando a prática adotada. No texto, as organizações apontam que o procedimento afronta princípios éticos da Medicina Veterinária e citam o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998, que prevê punições para casos de maus-tratos, abuso ou mutilação de animais.
A UnP se pronunciou por meio de nota:
- A Universidade Potiguar (UnP) informa que repudia veementemente qualquer prática que configure maus-tratos aos animais.
A Instituição reforça que já iniciou a apuração rigorosa dos fatos relacionados ao procedimento realizado por um especialista convidado que, registre-se, não integra o quadro docente da Instituição, durante um evento do curso de Medicina Veterinária, no dia 25/4. Ao término da análise, a Universidade adotará todas as medidas cabíveis.
A UnP permanece à disposição das autoridades competentes e reforça seu compromisso com a ética, o respeito à vida animal e a formação responsável dos seus alunos.