Enquanto o funcionalismo público estadual não sabe o que é receber o salário em dia desde janeiro de 2016 e nem se quer todos os servidores receberam o 13° do ano passado, o governo de Robinson Faria (PSD) publicou na última quinta-feira (28) uma notícia que deixou os servidores ainda mais indignados. Foi publicado no Diário Oficial a concessão de auxílio-saúde no valor de R$ 300 reais e auxílio-alimentação de R$ 1.200, para os funcionários do Gabinete Civil.
Uma verdadeira contradição do governo, que afirma em todos os jornais e na imprensa que o estado está quebrado e que não tem dinheiro para pagar em dia os servidores públicos. Ao mesmo tempo em que o governo privilegia uma pequena parcela dos servidores do seu Gabinete, os profissionais da saúde não recebem reajuste salarial há mais de oito anos. O desrespeito é ainda maior aos aposentados e aposentadas, que são os últimos da sua lista de prioridades a receberem os salários, com trinta dias de atraso.
O RN está um verdadeiro colapso nos serviços públicos. O governo decretou estado de calamidade por duas vezes, em junho do ano passado e prorrogou em dezembro. A segurança também está em situação de calamidade. O crescimento da violência no Estado é assustador. O RN é o 3º estado mais violento do Brasil.
Além disso, Robinson foi denunciado por comprar o silêncio de Rita das Mercês, ex-procuradora da Assembleia Legislativa, em esquema de corrupção, investigado pela Polícia Federal, que desviou cerca de R$ 5,5 milhões dos cofres públicos. No início desse ano, atacou os servidores com o pacote de ajuste fiscal enviado à Assembleia Legislativa. Mas, bravamente, os servidores deram exemplo de luta e resistência e conseguiram barrar os principais projetos que atacavam duramente os trabalhadores.