A pré-candidatura do Coronel Hélio ao senado pelo PL mostrou que é viável. E mais, mostrou que tem gás para crescer. O homem saiu pelo RN praticamente sozinho, sem dinheiro, sem estrutura, sem padrinho político, sem caciques que adoram posar de donos dos votos dos outros. Foi na cara e na coragem, igualzinho fazia quando estava nas ruas defendendo a direita quando muita gente ainda tinha medo de levantar a bandeira.
Eu conheci Hélio ali no meio do poeirão, em 2016, no Força Democrática, quando a gente inflou o Pixuleco na BR-304, perto da Halliburton em Mossoró. Tava todo mundo lá querendo botar para fora um dos piores governos que o Brasil já teve, o da Dilma. Apesar de ser aviador da FAB, Hélio não caiu de paraquedas. Ele não é surfista de causa, não é aventureiro, não é oportunista. É raiz. É das ruas. É da luta.
E ele reuniu um bom público no domingo. Foi coisa de impressionar. E sem promessa, sem toma lá, dá cá, sem carguinho. Foi na base da confiança mesmo. Gente que acredita no projeto de colocar um representante da direita raiz no Senado.
Não consegui ir ao lançamento da plataforma Bora Decolar, mas na segunda sentei com Hélio para tomar um café. Conversa rápida, boa, direta. O homem é firme. Nunca soltou o sonho que carrega no peito.
Se merece chance? Merece. Se merece entrar na disputa? Merece. E cabe ao povo potiguar decidir se quer alguém que fala bonito em carro de som ou alguém que sempre esteve no batente, na rua, na luta.
Eu digo logo: tô contigo, Hélio, e não abro nem pra um trem carregado de pólvora com dois cabras fumando cigarros Derby em cima.