O Conselho da Petrobras aprovou o nome do ex-senador Jean Paul Prates (PT-RN), nesta quinta-feira, 26, para presidir a estatal, por ora, interinamente. Prates foi indicado pelo presidente Lula para assumir a petroleira.
A próxima etapa é a reunião de acionistas, que vai avalizar o nome de Prates.
O ex-senador já se posicionou contrário à privatização da empresa e também já interpelou a atual política de preços da companhia, que, atualmente, acompanha as cotações internacionais para definir seus preços domésticos.
Depois de ser indicado, vieram à tona empresas do setor de óleo e gás, onde Prates tem ligação. A Lei das Estatais proíbe a indicação de “pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse” para estar na diretoria da companhia.
Na ocasião do anúncio como futuro presidente da Petrobras, Jean Paul Prates anunciou um processo de desvinculação de três de suas empresas. O ex-congressista disse que vai manter apenas a holding Singleton ativa, para administrar imóveis de sua propriedade.
À época, o ex-senador afirmou que “não há nenhuma necessidade legal ou de conformidade de se manter ou não como sócio desses empreendimentos”, mas que optou por se desvincular por “transparência”. Prates precisa se desvincular durante o processo de análise de seu currículo pela área de governança da Petrobras.
Jean Paul Prates renunciou ao cargo de senador
O agora ex-parlamentar deixou o cargo horas antes da reunião do Conselho de Administração da estatal, marcada para hoje, e que pode eleger o petista para o comanda da empresa.
Fonte; Revista Oeste