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Condenado pela morte de Elizete Moura, em 1996, sofre tentativa de homicídio em Mossoró

Condenado pela morte de Elizete Moura, em 1996, sofre tentativa de homicídio em Mossoró

Um dos acusados da morte da menina Elizete Moura Lemos, em Ipanguaçu no ano de 1996, foi baleado na tarde desta quarta-feira (7), no bairro Santo Antônio em Mossoró. Francisco Heleno Felipe, de 42 anos, o "Heleno de Gelon" trafegava a pé pela Rua Francisco Ferreira Lopes, quando foi perseguido por uma dupla em uma motocicleta. Ele tentou se esconder em uma casa, mas acabou sendo alvejado. A tentativa de homicídio aconteceu nas proximidades do Motel Love Time.

A vítima foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado em estado grave ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Heleno foi atingido por três disparos, um deles atingindo o tórax. Testemunhas contaram que os suspeitos fugiram em uma motocicleta.

Em abril de 2002, "Heleno de Gelon", na época agricultor, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri Popular em Assú por participar da morte da morte da menina Elizete Moura Lemos, assassinada em ritual de magia negra, em Ipanguaçu/RN, em 10 de novembro de 1996. Na época, o crime causou revolta, grandes mobilizações populares e repercussão nacional.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu por volta das 19 horas, na localidade denominada Sítio Arapuá, em Ipanguaçu/RN, os denunciados, associados em quadrilha, sequestraram e mataram Elizete Moura Lemos, com dez anos de idade, mediante afogamento e posterior mutilação do corpo da criança com o uso de objetos perfurocortantes.

A condenação de "Heleno de Gelon" ganhou destaque em todos os veículos de comunicação de Mossoró. O jornal O Mossoense estampou na capa da edição do dia 25 de abril de 2002 a seguinte manchete: "Júri Popular condena Heleno de Gelon". A matéria conta os detalhes da sessão que durou 14 horas e que resultou na condenação dele, além da repercusão dos moradores da região do Vale do Açú que clamavam por justiça.

O CRIME


Conta nos autos que os acusados, no dia do crime, estavam em um bar, no Sítio Arapuá, e, ao entardecer, Francisco Veridiano mandou que Francisco Heleno Felipe seqüestrasse uma menina por R$ 10,00 e levasse até ele. De posse da criança, os denunciados foram, em dois carros, até o Rio Pataxó: Wollas Cristian, Carlúzia, Luzialba, Jofre Pinto e Kátia Cristina Fernandes. Ao chegar no local, todos desceram do carro e caminharam uns 350m a pé, com exceção de Jofre e Kátia, que permaneceram no veículo para dar cobertura aos demais. Ao chegar próximo a uma ponte, Luzialba acendeu um cachimbo e passou a fumá-lo, produzindo inúmeras queimaduras no corpo da menina juntamente com Francisco Veridiano, pronunciando palavras desconexas.


Elizete Moura, com dez anos de idade, foi morta por afogamento
e posterior teve corpo mutilado em ritural de mágia negra.

Em seguida, Francisco Veridiano Fernandes da Costa, levou a criança para dentro do rio e passou a afogá-la, o que foi presenciado pelos demais denunciados. Após o afogamento, a vítima foi retirada do rio, levando-a ao local onde se encontravam Luzialba e Carlúzia, passando Francisco Veridiano a despir a criança e beijar o seu corpo e a acusada Luzialba, de joelhos, a raspar o couro cabeludo da vítima. Após isso, Francisco Veridiano esquartejou o corpo da criança e, após o trágico ritual, o abandonou dentro do rio.

Foto reprodução: Luciano Lellys (arquivo do O Mossoroense) e Alcivan Villar (Fim da Linha)