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Comerciante mossoroense desabafa sobre governadora: "Ela está pouco se lixando para nós"

Comerciante mossoroense desabafa sobre governadora: "Ela está pouco se lixando para nós"

Impedidos de trabalhar, sem renda e passando necessidade em casa. Essa é a dura realidade de muitos trabalhadores autônomos de Mossoró que sofrem com o decreto do Governo do Estado que proíbe o comercio na cidade.

O Blog conversou com o ambulante Eduardo Patrick, que vende roupas, “pufs” e outros produtos na Praça do Mercado Central. Ele ganhou notoriedade em 2020 quando gravou um vídeo criticando o decreto daquela. Mais uma vez, Eduardo voltou a fazer críticas aos gestores sobre decisões que impedem a atuação dos comerciantes. Ele relatou a situação difícil que vivem centenas de famílias que sobrevivem do comercio informal de rua na segunda maior cidade do Estado.

"É uma palhaçada, faltando só o nariz vermelho e uma peruca, porque eu me sinto um palhaço. Sou trabalhador e com certeza vai chegar a fiscalização, a governadora manda fechar tudo, mas a governadora o salário dela está caindo todo mês. Elá (Fátima) está pouco se lixando para nós", criticou o trabalhador.

A situação de Emanuele Morais, comerciante da Praça do Mercado é a mesma de Eduardo. Impedida de trabalhar, ela conta a dificuldade que enfrenta para manter a renda e o sustento em casa. “Está muito ruim para a gente, porque a movimentação está pouca. Mesmo com o decreto a gente precisa vir trabalhar porque não pode faltar o pão de cada dia. Com o decreto, não tem como conseguir quase nada para dentro de casa”, reclamou Emanuelle.

Ela criticou a atuação das forças de segurança por conta da fiscalização rigorosa contra os trabalhadores. “Enquanto tem muita gente fazendo ruindade no meio do mundo, eles vêm para cá e fecha tudo e a gente precisando do dinheiro para comprar principalmente alimentação para dentro de casa ”, concluiu.


Comerciante Emanuelle tem que desarmar sua barraca para evitar que a fiscalização atue seu estabelecimento