Natália
Quase em uníssono, parlamentares de esquerda reagiram chamando de “desastrosa” a megaoperação contra o narcotráfico no Rio de Janeiro, que já soma 121 mortos. No Rio Grande do Norte, o grito mais estridente veio da deputada Natália Bonavides (PT), que seguiu o coro. Calma, deputada. Nem o governo Lula, do qual a senhora é aliada, comprou essa narrativa. As imagens divulgadas pela própria Globo, emissora aliada do governo, mostram traficantes fortemente armados, cercados em área de mata, uma estratégia que, ao contrário do discurso militante, evitou confronto nas comunidades.
Natália II
Natália não entende muito de segurança pública. O “desastroso”, na verdade, foi o governo Fátima Bezerra, que entrou para a história pela inércia diante dos ataques de facções em 2023. E mais recente, uma menina de 7 anos foi morta durante uma tentativa de assalto entre São José de Mipibu e Nísia Floresta. Sobre esse caso, a deputada não deu um pio. O silêncio seletivo também é uma forma de discurso.
E se fosse o contrário?
A propósito, já pensou se fosse o contrário? Se os 121 mortos fossem policiais e só quatro traficantes tivessem ido pro chão, será que essa turma da esquerda estaria fazendo protesto e discurso inflamado? Duvido. Quando bandido cai, é massacre. Quando policial morre, é contexto. Hipocrisia pouca é bobagem.
Tour sem rumo
O prefeito Allyson Bezerra segue na China, em seu tour pelo gigante asiático. Até agora, nada que indique algum retorno prático para Mossoró. A viagem virou mais um passeio turístico com dinheiro público do que uma agenda produtiva. Nas redes, o prefeito despeja um besteirol sem fim, com vídeos chatos, sem conteúdo e insuportáveis. Quando voltar, poucos vão lembrar, e menos ainda vão sentir falta.
Polarização à vista
A nova pesquisa do Instituto Consult, divulgada pela Tribuna do Norte, escancarou o cenário de polarização entre Allyson Bezerra e Rogério Marinho. O prefeito de Mossoró aparece com 30,88% das intenções de voto, enquanto o senador soma 28,47%. A diferença é mínima, e a disputa promete ser acirrada. O terceiro colocado, Carlos Eduardo Xavier (PT), o Cadu, aparece distante, com 5,76%.
Derretimento visível
O derretimento da popularidade de Allyson já é perceptível nas ruas e nas redes sociais. O prefeito, que antes nadava em céu de brigadeiro e sem oposição, agora enfrenta críticas e uma base cada vez mais desconfiada. A imagem de gestor popular dá lugar à de um líder que atua com mão de ferro, e o mossoroense, que antes temia falar, perdeu o medo de criticar.
Jorge acelerado
O pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL) tá com o pé no acelerador. Em Natal, ganhou o apoio de peso do presidente do Sinmed-RN, Dr. Geraldo Ferreira. Já em Parnamirim, reuniu uma turma grande num evento puxado pelo ex-deputado Marciano Júnior. Jorge anda animado com as adesões e aposta que, dessa vez, a vaga na Assembleia Legislativa vem.