O caso Ivênio Hermes, que atirou nove vezes na residência de uma família após uma discussão banal com uma criança, parece ter sido algo pequeno por parte da imprensa do RN que repercutiu o caso. Alguns veículos de comunicação trataram o caso apenas como uma simples “ocorrência policial”.
O ex-coordenador da Secretaria de Segurança Pública e crítico ferrenho do armamento da população, pagou fiança de 40 salários mínimos, após audiência de custódia, para ganhar a liberdade. Assunto encerrado, morreu Maria Preá.
O caso Ivênio que, segundo relato do pai da criança, teria atirado para matar, é de longe algo grandioso comparado ao que foi a repercussão do comerciante que, covardemente, espancou um quilombola que já estava amarrado e imobilizado, no município de Portalegre. No caso Ivênio, ninguém deve citar a ligação dele com governo Fátima. As justificativas são:“Perdeu a cabeça. Estava num momento de depressão. Errou. Foi um caso isolado”.
Porém, essa mesma turma que passa pano para o caso Ivênio, e tenta diminuir a gravidade da ocorrência, causou um alvoroço gigantesco quando descobriram que o comerciante de Portalegre era Bolsonarista. Estamparam a foto dele com máscara e fazendo arminha em todos os portais e blogs. Alguns chegaram até a culpar o próprio presidente pela brutalidade cometida por ele.
Ivênio tem o agravante de ter sido coordenador de segurança da Secretaria Estadual de Segurança. Era responsável pela análise e estatística da violência. Chegou, inclusive, a ser cotado para assumir a pasta no início da gestão Fátima. Pessoa de extrema confiança da Governadora. Porém, ouse falar que ele tem ligação com Governo do PT, que o mundo desaba e a patrulha cai em campo.
Já quanto ao comerciante, que é apenas apoiador, e não tem relação nenhum com o Governo Bolsonaro, aí a história muda. Dois pesos e duas medidas.
Sem mais delongas, crime é crime. Seja de direita ou de esquerda.