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Caso da enfermeira com autismo impedida de fazer mestrado na Uern ganha repercussão nacional e OAB acompanhará situação

Caso da enfermeira com autismo impedida de fazer mestrado na Uern ganha repercussão nacional e OAB acompanhará situação


A enfermeira Samara Alves, que tem autismo, acusa a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) de discriminação e de impedir seu acesso ao mestrado em Saúde e Sociedade como pessoa com deficiência. O caso ganhou repercussão nacional após ser revelado em primeira mão pelo blog do Ismael Sousa e ser republicado pela página Autizando, uma das maiores páginas de informações e luta pelos direitos das pessoas com autismo e TDAH, com mais de 244 mil seguidores no Instagram.

Sâmara afirma que a junta multiprofissional da UERN negou seu pedido de matrícula como pessoa com deficiência, alegando que ela não se enquadra na categoria, rasgando a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A enfermeira afirma que a UERN decidiu ignorar toda a documentação apresentada por ela, que comprova sua condição de autista. Ela lamenta que a universidade não esteja cumprindo seu papel de inclusão e acessibilidade, negando o direito de pessoas com deficiência de terem acesso ao ensino superior.

O caso chamou a atenção da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB Mossoró, que se colocou à disposição para ajudar Samara e apurar o caso. A comissão afirmou que irá acompanhar de perto a situação e tomará as medidas necessárias para garantir que a enfermeira tenha seus direitos respeitados.

Sâmara Alves recebeu mensagens de solidariedade de várias pessoas de todo o país, e afirmou que está disposta a lutar pelos seus direitos e que espera que a UERN encontre uma solução para o seu caso.

Por sua vez, a assessoria de comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) entrou em contato com o Blog do Ismael Sousa para divulgar uma nota apresentando a versão da universidade sobre o trabalho da Junta Multidisciplinar.