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Política

Casa Branca não recebe irrelevantes

Casa Branca não recebe irrelevantes

Primeiro veio o deboche. A patrulha progressista jurava que o convite de Trump para Flávio Bolsonaro era “fake news”, “cortina de fumaça”, “desespero midiático”. Diziam que tudo era uma manobra para abafar o áudio envolvendo Daniel Vorcaro. A velha arrogância dos comentaristas de estúdio refrigerado. Quando a realidade não combina com a narrativa, atacam a realidade. Eis que a Casa Branca confirma a agenda. Confirma a visita. Confirma o encontro. E agora os analistas estão com cara de quem tropeçou na própria soberba.

Donald Trump pode ser amado ou odiado, mas não brinca de receber desconhecidos para fotografia turística. A Casa Branca não é puxadinho de blogueiro militante. O gesto de receber Flávio Bolsonaro tem peso político, simbólico e diplomático. É um recado claro de que a maior potência do planeta observa atentamente o ambiente institucional brasileiro, especialmente num momento em que o país mergulha numa estranha mistura de tensão política, ativismo judicial e erosão das garantias básicas.

Agora começa o espetáculo mais divertido. O contorcionismo narrativo. Os mesmos que passaram dias dizendo que a agenda não existia vão tentar provar que ela existe, mas “não significa nada”.

É o jornalismo militante vivendo sua fase mais melancólica. Perdeu o monopólio da narrativa e virou apenas torcida organizada com crachá de imprensa.