A Câmara Municipal de Mossoró se manifestou para apurar o caso da enfermeira Samara, que tem autismo e foi impedida de se matricular em um mestrado na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) como pessoa com deficiência.
A manifestação ocorreu por meio de um ofício enviado pelo vereador Tony Fernandes, presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da CMM, que cobrou da junta multidisciplinar da UERN informações sobre o caso e solicitou que a universidade se manifeste sobre o ocorrido.
O caso da enfermeira Samara ganhou destaque nas redes sociais e na mídia nacional após ela relatar que, apesar de ter passado na seleção para o mestrado, foi impedida de se matricular como pessoa com deficiência.
A UERN alegou que a decisão foi baseada em uma análise técnica da junta multidisciplinar, que teria concluído que o grau de autismo de Samara não a tornaria elegível para o sistema de cotas para pessoas com deficiência.
No entanto, a decisão gerou polêmica e indignação entre os defensores dos direitos das pessoas com deficiência, que argumentam que a avaliação da junta multidisciplinar foi inadequada e não levou em consideração a situação individual de Samara.
Diante da repercussão do caso, o vereador Tony Fernandes tomou a iniciativa de cobrar explicações da universidade e de se posicionar a favor dos direitos das pessoas com deficiência.
O ofício enviado pelo vereador solicita que a junta multidisciplinar da UERN esclareça os critérios utilizados para a avaliação de Samara, bem como apresente informações sobre a composição e atuação da equipe multidisciplinar.
A iniciativa da Câmara Municipal de Mossoró é importante para chamar a atenção para a importância de garantir o acesso e a inclusão das pessoas com deficiência no ensino superior e para garantir que situações como a de Samara não se repitam.
