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Câmara de Mossoró: quem brilha e quem se esconde no primeiro semestre

Câmara de Mossoró: quem brilha e quem se esconde no primeiro semestre


As sessões da Câmara de Mossoró já mostram quem se destaca e quem segue ofuscado no nosso parlamento. Entre os destaques do primeiro semestre está o zoadento Cabo Deyvison (MDB), estreante que tem irritado a gestão Allyson Bezerra e viralizado com vídeos que incomodam aliados do prefeito. Genilson Alves (UB), presidente da Câmara, se mantém equilibrado, sem se envolver em polêmicas e deixando a casa legislativa mais organizada.

Thiago Marques (SD) chama atenção pela boa oratória e por tocar temas relevantes como o Hospital Universitário e a retomada dos voos, sem se render ao papel de “babão” do prefeito. Também se destacam Jailson Nogueira (PL), tem mantido a postura Bolsonarista e firme em sua atuação parlamentar, e Raério Araújo (UB), o único que enfrenta narrativas risíveis do PT, mas comete fogo amigo, como o caso da secretária Morgana.

Na cultura, Kaio Freire (PSD) cumpre muito bem o papel de destaque e fala muito bem nos pronunciamentos, enquanto a dupla petista Marleide e Pluvia provoca debates polêmicos na oposição, mas peca pelo exagero do vitimismo que cansa quem assiste. Petras Vinicius (PSD) merecia mais destaque, mas enfrenta resistência até mesmo de grupos ligados a inclusão.

No outro extremo, o baixo clero da Câmara segue apagado. Vereadores como Mazinho do Saci (PL), que até agora não vi ou ouvi um pronunciamento e não sabe em qual lado está, e outros da base da gestão votam apenas seguindo orientações do líder, sem protagonismo, pautas próprias ou decisões independentes.

Nomes como João Marcelo, Alex do Frango, Ricardo de Dococa, Lucas das Malhas, Wiginis do Gás, John Kennedy, Vavá, Ozaniel, Vladimir Cabelo de Nego e Tony Cabelos se limitam à sustentação automática da gestão, sem exercer influência real.

O lider da oposição, Dr. Cubano (MDB), chama a atenção. Ele atua mais como vereador de situação, o que se opor a gestão municipal. Seus pronunciamentos não trazem nada de relevador e os elogios aos secretários do prefeito superam até mesmo as denuncias.

O retrato do primeiro semestre é que há poucos vereadores que conseguem se destacar, questionar e propor, enquanto a maioria permanece na sombra, cumprindo papel de “apoio cego”.