Tenho dito, desde ontem (22), após a sabatina no Jornal Nacional, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não caiu na armadilha feita por Bonner e Renata Vasconcellos e se saiu bem e fortalecido. O presidente conseguiu segurar sua fúria, mesmo querendo dizer o que muitos brasileiros pensam sobre a postura tendenciosa da emissora. Bolsonaro não adotou a mesma postura de 2018, e deixou os apresentadores sem reação ao ponto de ter que interromper, por diversas vezes, a fala do presidente.
Os apresentadores não quiseram que o presidente falasse sobre o que ele tinha feito no governo e o que pretendia apresentar em um possível segundo governo. Era uma inquisição. Temas como ataques a ministros do STF, falas na pandemia, escândalos com ministros da Educação dominaram a entrevista que durou 40 minutos.
Porém, o ponto alto da entrevista foi a pegadinha nas mãos do presidente. Uma cola na mão escrita com caneta as palavras: “Nicarágua, Argentina, Colômbia”, e “Dário Messer”, doleiro acusado de entregar dólares aos irmãos Marinho. Até Anitta postou na internet e depois teve que apagar quando informaram quem era Dário Messer.
Destaque negativo para a declaração mentirosa de Renata Vasconcellos que disse, ali mesmo no improviso, a frase: “Fique em casa se puder”. Todos sabem que trabalhadores foram impedidos, humilhados e presos por tentarem ganhar o pão do dia. A TV Globo com seus artistas e apresentadores fez duras campanhas para que as pessoas não saíssem de casa. Geladeiras cheias para eles, sofrimento e fome para os milhões que não ganham supersalários.
Após a sabatina, Bolsonaro foi lanchar na rua com vários apoiadores seguindo na porta da emissora. Nas redes sociais, críticas pesadas, inclusive de colegas jornalistas, à postura parcial dos apresentadores do JN.