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Bolsonaro: 100 dias de censura, prisão ilegal e de injustiças

Bolsonaro: 100 dias de censura, prisão ilegal e de injustiças


Cem dias de prisão domiciliar. Cem dias de silêncio forçado. Jair Bolsonaro, o maior líder da direita da América Latina, cumpre pena sem crime comprovado, sem liberdade de expressão. Está impedido de sair de casa, de receber visitas sem autorização de Alexandre de Moraes, de usar as redes sociais ou se comunicar com seus apoiadores. É um preso político, na forma mais pura e perigosa da expressão.

A decisão que o mantém enclausurado nasceu de uma sequência de processos abertos sob o argumento de “defesa da democracia”, mas que, na prática, vem limitando justamente o que sustenta qualquer democracia. O direito à divergência. A suposta “trama golpista” que justificou as medidas nunca se concretizou, nem produziu provas robustas. Ainda assim, o STF o condena moral e politicamente, com base em convicções e narrativas, não em fatos.

A Corte, hoje dominada por ministros indicados por governos do PT, assumiu o papel de partido. Deixou de arbitrar para participar do jogo. O que se vê é o mesmo roteiro que transformou Venezuela e Nicarágua em regimes de exceção. O Judiciário se torna ferramenta do poder, definindo quem pode ou não concorrer, quem pode ou não falar. Quando o tribunal se torna militante, a justiça deixa de existir.

Bolsonaro entrou para a história não apenas como ex-presidente, mas como símbolo de resistência a um sistema que tenta se blindar contra o contraditório. Não há corrupção, não há desvio, não há enriquecimento ilícito. Há apenas o crime de pensar diferente. O Brasil, que um dia inspirou democracias emergentes, agora é observado com desconfiança pelas nações livres. E esse é o retrato mais triste, um país que prende ideias antes mesmo de julgar os fatos.