A CEI que a oposição tenta emplacar nesta semana na Câmara de Mossoró já nasce condenada. E não é surpresa para ninguém. A base governista segue cumprindo com zelo sua principal função na atual legislatura que é blindar o prefeito Allyson Bezerra de qualquer tentativa mínima de fiscalização.
Virou rotina. Qualquer requerimento que peça explicação, detalhe de gasto, cópia de contrato ou simples transparência é derrubado a toque de caixa. A gestão municipal age como se o dinheiro fosse próprio, quando, na verdade, é seu, contribuinte mossoroense.
Um exemplo disso é o caso do escritório da Prefeitura de Mossoró em Natal. O vereador Jailson Nogueira (PL) solicitou informações básicas. Quem trabalha lá? qual a finalidade? quais atividades são desenvolvidas? Nada demais, só o mínimo.
A base governista enterrou o requerimento.
O escritório, vale lembrar, custa R$ 10,6 mil por mês, somando R$ 127 mil por ano, e funciona no Manhattan Business Office, na Av. Campos Sales, em Petrópolis. Tudo muito bonito, moderno, climatizado, e silencioso. Silencioso principalmente nos dados, que o prefeito não quer que você saiba.
Os vereadores servem como para-choque da gestão. Se for para eles se queimarem, que se queimem. Desde que o prefeito saia ileso. A ligação do Palácio com uma voz tenebrosa dando batido em vereador, é quase rotina.