A governadora Fátima Bezerra (PT) está em meio a um verdadeiro balaio de gato na polêmica reforma da previdência estadual.
Servidores do Estado criticam a forma, alegando a retirada de direitos e benefícios, e de como a proposta está sendo conduzida na Assembleia Legislativa (AL), sem amplo debate das categorias.
Um requerimento que solicitava o adiamento da votação da PEC foi derrubado por 13 votos.
Deputados de oposição querem adiar a votação para depois da pandemia, com sessões presenciais, entretanto, governistas afirmam que não há mais tempo e que o prazo estipulado pelo Governo Federal é até 31 de julho. A justificativa é que se Estados e municípios não aprovarem suas reformas, poderão ficar sem receber recursos do Governo Federal.
Nesse fogo cruzado de quem tem ou não razão, está a governadora e deputados de esquerda, que tanto protestaram contra a reforma do Governo Federal, acusando o presidente Bolsonaro de aplicar um "golpe" contra a classe trabalhadora.
Um dos principais alvos das manifestações é a deputada Isolda Dantas (PT), uma das principais vozes de defesa dos trabalhadores, e que agora se vê num beco sem saída: se vota com o governo ou se fica ao lado dos servidores.
A expectativa é que a PEC da Reforma da Previdência seja votada hoje pelos deputados de forma virtual.