Últimas
Foi o 22 que salvou o Brasil: Martinelli decide, garante classificação e leva número às manchetes da Copa Mossoró Cidade Junina 2026 reúne público estimado de mais de 1,2 milhão de pessoas Coronel Hélio participa de reunião do Comitê Executivo do Acari Cidade da Moda e acompanha avanço das obras Prefeito de Angicos confirma apoio a Walter Alves durante evento que reuniu multidão Mossoró perde Herbert Mota, ex-vereador, advogado e músico, aos 64 anos Jorge do Rosário reúne lideranças de dez municípios e amplia articulação no RN Em Natal, segurança da primeira-dama agride deputada petista em evento de combate à violência contra a mulher Prefeita de Pau dos Ferros sofre acidente na BR-101 após carro colidir com vaca na pista

Associação Docentes pela Liberdade divulga nota em repúdio aos ataques sofridos pela Professora Ludimilla

Associação Docentes pela Liberdade divulga nota em repúdio aos ataques sofridos pela Professora Ludimilla

A Associação Docentes pela Liberdade (DPL) divulgou uma nota em repúdio aos ataques sofridos pela Professora Ludimilla Oliveira (Ufersa) e seu marido, em episódio ocorrido no último sábado no Partage Shopping Mossoró. A reitora foi alvo intimidação por uma pessoa que se diz aluna da instituição.

Confira a nota:

A Associação DPL vem a público expressar seu repúdio aos ataques sofridos recentemente pela Professora Ludimilla Oliveira, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), da qual ela é atualmente Reitora.

Sendo uma associação conservadora, uma das principais pautas do DPL é a defesa e preservação daquelas instituições e valores que assoalharam o caminho para que ascendêssemos humanamente. Um desses valores é a liberdade, sem a qual nossas universidades jamais teriam, inclusive, prosperado. Hoje, sabemos, a liberdade impulsionou o nosso avanço em todos os seus aspectos, abarcando ciência, economia, cultura, etc. Desse modo, uma das razões para o surgimento do DPL foi o reconhecimento do atual estado abjeto de nossas instituições de ensino superior, as quais frequentemente abrigam indivíduos hostis à liberdade e, consequentemente, a tudo aquilo que promove o avanço de nossas instituições. Assim, a exemplo do que tem ocorrido com professores de diversas instituições, os quais são muitas vezes vilipendiados em virtude de suas posturas consideradas conservadoras e liberais, a Professora Oliveira foi recentemente abordada de forma ameaçadora e ofensiva enquanto circulava em público com seu esposo (portador de problemas cardíacos, inclusive). Os ataques envolveram diversas ofensas e agressões verbais, em público, em virtude de suas posições consideradas “de direita”, bem como do fato de ela ter sido recentemente escolhida pelo presidente Bolsonaro para o cargo de reitora da Ufersa, o qual simplesmente fez uso de uma prerrogativa sua ao escolher seu nome a partir de uma lista tríplice.

Portanto, tendo em vista a necessidade de que a liberdade seja preservada, pois ela não subsiste sozinha, mantemos nossa posição em sua defesa, reiterando nosso repúdio a todo ato hostil ao pluralismo de ideias e àquele direito fundamental pétreo assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões”. Desse modo, ao repudiarmos os ataques à Professora Oliveira, insistimos que tal ameaça não se restringiu a ela, uma vez que elas representam uma ameaça mais ampla, à liberdade e, mesmo, à dignidade da pessoa humana. Trata-se, pois, de um ato bárbaro que deve ser não apenas objeto de repudio social, mas de punição em acordo com o império da lei.