A Assembleia Legislativa discutiu, na tarde desta terça-feira (10), dentro do Setembro Amarelo, ações necessárias para o combate ao suicídio no Rio Grande do Norte. Ouvindo autoridades e especialistas no assunto, a audiência pública pontuou a necessidade de que se trabalhe para ampliação ao atendimento aos transtornos mentais, esclarecer a população sobre a importância de se respeitar e tratar as doenças da mente.
Participando da discussão, o psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, que é o atual secretário nacional de Cuidado e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, falou sobre a necessidade de se ampliar a rede de atendimento às pessoas com doenças da mente. Ele falou sobre ações do Governo Federal nos últimos anos para a ampliação nas ofertas de atendimento a pessoas com problemas psíquicos, mas lamentou ainda haver uma baixa oferta para receber essas pessoas.
"Hoje temos dificulades em internar o indivíduo que diz que vai se matar e isso é um problema seríssimo. Estamos sem ter como atender essas pessoas". O Brasil possui aproximadamente 20 mil leitos em hospitais psiquiátricos, uma tava de aproximadamente 0,1 leitos a cada mil habitantes, o que é o um terço do mínimo de leitos que deveria possuir, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Tem que se ter os espaços para internar as pessoas quando elas se colocam ou colocam outras pessoas em risco, e não podemos aceitar mais qualquer tipo de abordagem aos nossos pacientes", disse Quirino Cordeiro, defendendo o tratamento especializado.
O médico psiquiatra mossoroense Dr. Daniel Sampaio participou da sessão e falou sobre as necessidades de políticas e ações voltadas para o combate à depressão e suicídio. Em Mossoró, ele realiza ações sociais e palestra orientando a população sobre os cuidados com a saúde mental.



