Às vésperas do início da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as ações de invasão e violência atribuídas ao Movimento dos Sem Terra (MST), diversas personalidades públicas, políticos, artistas e jornalistas estão se apressando para tentar apresentar uma visão mais amena do movimento. Além, claro, da tentativa de “endemonizar” qualquer um que se posicione a favor da CPI.
O primeiro alvo dessas tentativas foi o presidente da Comissão, o deputado Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS). A pedido de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal foi encarregada de investigar o parlamentar por suposta participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro, contra o governo Lula (PT), no Rio Grande do Sul e em Brasília.
Artistas da Globo, jornalistas e outras personalidades marcaram presença na Feira Nacional da Reforma Agrária, promovida pelo movimento, com o objetivo de retratar um MST que trabalha em prol da sustentabilidade e que fornece ao Brasil produtos orgânicos e livres de agrotóxicos. O evento também foi utilizado para criticar o Agronegócio, setor responsável por quase 30% do PIB brasileiro.
A esquerda corre contra o tempo na tentativa de emplacar uma narrativa que oculte os graves crimes de vandalismo e terrorismo, assim como os verdadeiros financiadores dessas ações. Para essa turma, é o agro que promove invasão de terras, pratica terrorismo e quebradeira, não o MST.
Ataque a gabinete
No dia 8 de março de 2022, o gabinete institucional do deputado federal General Girão (PL), em Natal, foi alvo de vandalismo e depredação. A ação teve autoria de membros do MST, que queriam “deixar uma mensagem” contra parlamentares que apoiam o agronegócio brasileiro. Até hoje não houve apuração e nem prisão dos envolvidos.