A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern) discutirá, em Assembleia nesta terça-feira (6), às 10h, a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e indicativo de greve.
Sem consenso com a reitoria, professores reivindicam, entre outros pontos, reajuste salarial de 15% em 2023, ao contrário dos 5% previstos no PCCR. No último dia 30, a categoria realizou parada de advertência, fechando os portões da universidade e impedindo a passagem de alunos. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a manifestação.
O detalhe curioso, neste caso, é que a possibilidade de greve dos professores, hoje, causa prejuízo aos alunos e a própria instituição. Apoiadores da governadora têm intensificado um grito contra a paralisação dos docentes. “Vai prejudicar os alunos”.
No entanto, quando as greves ocorriam em outros governos, a paralisação era uma luta justa e legítima. Um exemplo disso foi a maior greve da história da UERN que ocorreu em 2015, na gestão do ex-governador Robinson Farias. Na época, foram mais de 110 dias de paralisação.
A reitora da instituição, Cicilia Maia, é pessoa próxima e de grande amizade da governadora petista. É notória a tentativa de blindagem de seu nome e do Governo.
Nota do Blog: É surreal, mas a esquerda agora é contra greve e está preocupada com os alunos. Vá entender!