Não quero justificar os crimes cometidos por terroristas que invadiram as sedes dos três Poderes e promoveram um verdadeiro ato de vandalismo, neste domingo (8). No entanto, muito me chama a atenção o comportamento de algumas figuras da esquerda, que hoje condenam as ações de extremistas de direita, mas, num passado não muito distante, passou pano e até defendeu atos de vandalismo promovidos por manifestantes e terroristas de esquerda. A narrativa é tentar criminalizar toda a direita e o bolsonarismo. São quase 60 milhões de brasileiros sendo tachados de “terroristas” pela ação de cerca dois mil arruaceiros.
Lula, em coletiva para anunciar a intervenção federal em Brasília, afirmou que a esquerda nunca promoveu atos de vandalismo. Uma mentira grotesca e insana. A história mostra que as lutas dos movimentos de esquerda foram marcadas principalmente por atos de vandalismo e confrontos com forças policiais. Em 2018, por exemplo, durante a prisão de Lula, presenciamos diversos atos de vandalismo promovidos por movimentos ligados ao Partidos dos Trabalhadores (PT).
Em Mossoró fiz a cobertura de uma dessas manifestações contra a prisão de Lula. Na época houve invasão a sede da Intertv Cabugi, prisões e pichações a viaturas da Polícia Militar e ao muro da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). Hiprocrisia nefasta.
Devemos tratar todos os petistas de vandalos e terroristas? Jamais. Conheço muitos militantes que não atuam nessa esfera extrema. Sabemos que a política envolve emoção e paixão, e muitas delas extrapolam o limite da racionalidade. Sempre defendi que o debate deve ser no campo das ideias, e não com quebradeira e violência. Aos extremistas, o rigor da lei. Seja ele de esquerda ou direita.