No mesmo dia em que o PL encerrava o Rota 22 em Natal, com direito à presença de Michelle Bolsonaro e do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, reafirmando o nome de Rogério Marinho como pré-candidato ao governo, outro ato político acontecia quase em paralelo: a prestação de contas da senadora Zenaide Maia, no Hotel Holliday Inn.
A cena não passou despercebida. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, chegou com praticamente toda sua base de vereadores para prestigiar a senadora. Uma demonstração clara de força, mas também de recado: no tabuleiro da oposição, Allyson só aceita sentar para conversar se Zenaide for parte do projeto. E é justamente aí que mora o problema.
Para o grupo de Rogério Marinho, Zenaide não se encaixa. A estratégia do PL é nacionalizar a eleição estadual e atrelar todas as candidaturas à imagem de Bolsonaro e da direita conservadora. Zenaide, por sua vez, transita em outro campo ideológico, ainda que dialogue com setores da oposição ao governo Fátima Bezerra.
A expectativa era de que Allyson aparecesse no evento do PL, afinal estava em Natal. Mas sua escolha de priorizar a agenda da senadora foi um gesto calculado, quase simbólico. No xadrez de 2026, Zenaide virou o nó que impede a costura entre dois blocos que, em tese, poderiam se unir contra o PT.