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Allyson foge de explicações em sabatina na TCM

Allyson foge de explicações em sabatina na TCM

Por quais motivos o candidato Allyson Bezerra (Solidariedade) foge do ex-governador Robinson Faria e do ex-prefeito Silveira Júnior, assim como o diabo foge da cruz? Se existe alguma coisa a mais e que ninguém sabe que existe, só Allyson pode dizer. Aliás, já passou da hora do candidato do Solidariedade dizer por quis motivos apoiou, em 2014 e em 2016 a postulação de Silveira Júnior à Prefeitura de Mossoró e por quais motivos, em 2018, criticou severamente o então governador Robinson Faria (PSD) e dizer, também, dos motivos que o levaram a aceitar o candidato a vice do PSD. Será que Allyson já achou a famosa nota de três reais, como ele mesmo aludiu, em 2018, direcionando o clima de total falta de segurança a Robinson Faria?

Essa sensação, da falta de respostas diretas e objetivas, se sentiu quando o candidato participou de sabatina feita pela TCM. Ele não apresentou nenhum dado concreto sobre os questionamentos que lhe fizeram. Disse que não concordava com o adjetivo “pobrezinho”, mas não explicou porque utiliza o termo em sua campanha.

Não consegue explicar o fato de ter usado o Sindicato dos Servidores da Ufersa como escada para seu projeto eleitoral e, depois, aplicar o popular “chute” nas lideranças sindicais e se balancear para a direita.

Ele não consegue explicar qual ideologia política segue, já que sua vertente é ligada aos movimentos sindicais e agora tenta passar a imagem de que é liberal. A política que Allyson tenta defender foi, por muitos anos, presente no Rio Grande do Norte: ele praticamente quer resgatar o famoso “voto de cabresto” ao afirmar que ele e somente ele tem condições para isso e aquilo. Ele quer dizer onde, de que horas e em quem o eleitor deve votar. Essa é a analogia que se faz ao direcionar uma análise repleta de semiótica ao candidato do Solidariedade.

Allyson Bezerra põe abaixo todo o aspecto que a religião apresenta no que diz respeito ao respeito, principalmente. Essa palavra, respeito, parece ser algo que o candidato desconhece e evidencia um aspecto altamente negativo sobre a presença da religião em política. Misturar os dois, como o candidato está fazendo, não é bom para o processo democrático. Se ele tiver estudado os clássicos da Sociologia, por exemplo, vai saber que uma coisa é uma coisa e outra coisa, outra.

O certo é que, no popular, o candidato do Solidariedade abre espaços para Deus e, ao mesmo tempo, deixa uma brecha para que os diabinhos possam atuar na sua campanha. Uma crise de identidade hermenêutica grande.