No pleito de novembro, se fosse citado o nome do ex-governador Robinson Faria (PSD), em meio à campanha de Allyson Bezerra, a militância do novo prefeito batia na mesa três vezes, cuspia no chão e ainda dizia: “Saravá”.
Quando o ex-governador elogiou o crescimento de Allyson nas pesquisas, demonstrando apoio direto à sua eleição, a militância fez berro e chilique. Sobrou até para esse pobre blogueiro, que foi xingado de tudo quanto é nome. Na época, não era aceitável nenhum tipo de notícia que revelasse que os dois tinham a mesma sintonia política. A tática era deixar claro para a população que Allyson e Robinson eram rivais eternos, e que os dois nunca se conheceram na vida.
Mas, como diz o ditado popular, o mundo não gira, ele simplesmente capota, a situação depois de eleito é outra. Não há mais necessidade de blindar o novo prefeito. E as declarações de Silveira e Robinson agora soam como algo natural no cenário político.
O ex-prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, já se posicionou em defesa de Allyson. Falou, em áudio vazado em grupos de Whatsapp, que a vitória dele teve um sentimento para ele de “Alma Lavada”.
Já Robinson Faria nem sente mais medo da militância feroz e raivosa de Allyson. Participa de agendas com o prefeito eleito. Inclusive, os dois até cumprem agendas juntos, visitando ministérios, articulando apoios políticos e buscando investimentos para Mossoró. Algo totalmente louvável para a nossa cidade.
E então fica a pergunta. Valeu a pena tanto latido e mastigado de sebo para nada? Robinson indicou o vice, Fernandinho das Padarias, do PSD, e é natural que ele participe e até ajude nesse processo de formação do novo governo. Robinson tem todo direto de participar e indicar nomes na Prefeitura de Mossoró. Isso é política, meus amigos pitbulls.