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Allyson Bezerra, a pressa pelo poder e o risco de deixar Mossoró em segundo plano

Allyson Bezerra, a pressa pelo poder e o risco de deixar Mossoró em segundo plano


O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, queria fechar o primeiro ano do segundo mandato com duas grandes entregas. O Anel Viário 15 de Março, ligando a BR-304 à BR-110, e a Policlínica ao lado da Ufersa, que ele chama de Hospital Municipal. Não vai acontecer. Nenhuma das duas obras ficará pronta no prazo.

A pressa do prefeito não é por Mossoró. É por 2026. O plano era entregar as obras, renunciar no fim de janeiro e cair em campo como pré-candidato a governador.

Allyson tem pressionado o próprio partido. Tem mandado recados diretos a Walter Alves. Quer saber se ele fica com Fátima Bezerra ou sobe no seu palanque. O objetivo é se consolidar como principal nome da oposição e fugir do rótulo de terceira via.

Hoje, toda a agenda do prefeito gira em torno do poder. Ele negocia antes mesmo de anunciar candidatura. Prometeu a presidência da Assembleia ao deputado Kleber Azevedo. Articula cargos e espaços como se o governo já fosse dele.

Mossoró ficou em segundo plano.

Caso chegue ao Governo do Estado, Allyson terá que explicar como vai enfrentar uma máquina quebrada, com um rombo de cerca de R$ 1,5 bilhão. Até agora, silêncio. A conta não fecha. A pressa é grande. E a cidade segue esperando.