A advogada Edricélia Silva, de 35 anos, falou à Rádio Difusora sobre a agressão que sofreu no último sábado, durante a Festa do Caju, em Serra do Mel, envolvendo policiais militares. Ela relatou o momento de violência e o impacto emocional após o episódio, que ganhou repercussão estadual.
Na entrevista, Edricélia destacou a ausência de apoio de parlamentares do PT que costumam levantar a bandeira da defesa das mulheres. “São mulheres que defendem a causa do feminismo, como a vereadora Pluvia, a deputada Isolda, Natália ela postou. Realmente eu esperei. São pessoas que eu votei, inclusive votei em todas. E eu esperei algum movimento delas porque quando elas fazem campanhas, é justamente em defesa das mulheres. O silêncio dessas mulheres é uma coisa que não me senti apoiada e não me senti representada”, afirmou.
A advogada ressaltou ainda a falta de sororidade por parte das lideranças que, segundo ela, deveriam se posicionar publicamente diante da violência sofrida. “São pessoas que têm voz, que deveriam ter ido e ter falado, porque quando uma mulher apanha, ela não apanha sozinha não. Todas as mulheres estão apanhando ali”, acrescentou.
Advogada agredida por PMs em Serra do Mel critica falta de apoio de políticas do PT: “Não me senti representada”