Por: Ismael Sousa
A corrida eleitoral em Mossoró teve início, com o PT tomando a dianteira e ignorando os demais nomes no campo da oposição. Não há união e diálogo. A bolha quer ela e ponto final. O pontapé inicial foi a plenária realizada no Hotel Villa Oeste no último sábado (28), que homologou a pré-candidatura de Isolda à prefeitura. Mas, o primeiro embate entre Isolda e o prefeito Allyson Bezerra (União) aconteceu durante a abertura da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO), na sexta-feira.
Na solenidade, houve confronto entre guardas municipais que estavam protestando, militantes do PT e os apoiadores de Allyson. Gritos, apitos, aplausos e extintores foram as "armas" usadas nesse confronto, uma cena lamentável para um evento que não tem relação com a agenda partidária dos pretensos candidatos. Isolda aproveitou o momento, se aproximou da categoria e posou para fotos, se apresentando como uma ponte para a resolução desse impasse.
Essa é apenas a primeira batalha de uma guerra que está apenas começando. A estratégia da esquerda vai envolver radicalização extrema como tanques de guerra do exército progressista. As narrativas já estão prontas. O prefeito é "midiático" e "moleque", e que “odeia os servidores público". Não podemos esquecer dos rótulos ao ser chamado de "bolsonarista" - devido à sua aproximação com o PL em Mossoró - mesmo que o prefeito nunca tenha declarado apoio ao presidente Bolsonaro em 2022.
São táticas velhas e típicas da esquerda, atirando e se fazendo de vítima. Procuram abrigo por trás de pautas identitárias. O discurso "Nós contra Eles", dividindo grupos como mulheres contra homens, empregados contra empregadores, negros contra brancos, gays contra heteros, ricos contra pobres. Eles são mestres da retórica e da desconstrução de imagens. Já até imagino a deputada Isolda, em um debate, acusando Allyson de "machista" e "misógino" - quando questionada sobre seu desempenho como deputada estadual. Pouca produção e muita lacração, diga-se de passagem.
Rotular os outros daquilo que eles são. Criticar o que eles fazem, e desqualificar todos que estão ao seu caminho. Racistas, machistas e alguma coisa “ista”. Militantes chamavam Bolsonaro de “fascista”, sem nunca terem lido o que foi o fascismo. Acusavam Guedes e Rogério Marinho de retirar direitos trabalhistas, sem explicar o que foi a reforma trabalhista e quais direitos foram retirados.
O PT não pensa em Mossoró. Não há projeto. Eles têm um discurso voltado exclusivamente para a bolha. Se Allyson for esperto, vai evitar entrar nas armadilhas dessa turma. Eles sabem jogar sujo. São os mestres no quesito “lamaçal político”.