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A ré de Agripino: líder do União tenta empurrar Zenaide para a centro-direita e expõe próprio desespero político

A ré de Agripino: líder do União tenta empurrar Zenaide para a centro-direita e expõe próprio desespero político


O ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil no Rio Grande do Norte, decidiu mirar sua artilharia não contra a esquerda, mas contra a lógica. Em entrevista à FM 94, Agripino tentou reclassificar a senadora Zenaide Maia (PSD) como integrante do campo do centro potiguar. Declaração para salvar o projeto de Allyson Bezerra rumo ao governo do Estado.

Segundo Agripino, o PSD de Zenaide, por hoje ocupar a chefia da Casa Civil no governo Tarcísio de Freitas (SP), estaria automaticamente desligado do campo lulista. E mais: seria um partido “de centro”, com tempo de televisão precioso e, portanto, indispensável para uma candidatura ao governo. “Que história é essa que Zenaide é ligada ao PT?”, questionou Agripino. A resposta é simples. Zenaide é vice-líder do governo Lula no Senado. Fato, registro, Diário Oficial.

A declaração atual contrasta radicalmente com o próprio discurso de Agripino meses atrás. Quando Zenaide Allyson demonstravam que não iriam largar a mão um do outro, ele dizia que tudo se tratava de uma relação estritamente administrativa, e chegou a aconselhar Allyson a manter distância para facilitar o diálogo da direita tradicional (Rogério Marinho, Styvenson e Paulinho Freire).

O que mudou foi o cálculo político e o desespero. Agripino apostou que montaria um grande arco partidário em torno da candidatura de Allyson para 2026. Não conseguiu. Agora tenta transformar o PSD no “plano B” e empurrar a senadora para dentro de um rótulo que ela nunca ocupou.

O problema é que Agripino não fala pelo próprio partido com a força que imagina. Não tem mandato. E quem tem mandato no União, especialmente Paulinho Freire, prefeito de Natal, é quem dita os rumos do jogo. Há resistência interna e nenhum anúncio oficial.

Agripino tenta cantar de galo, mas o terreiro não responde mais ao seu comando. Entre declarações contraditórias, pressão pública e tentativas de reescrever a identidade política alheia, o ex-senador expõe mais a fragilidade da própria liderança do que qualquer suposta virada ideológica de Zenaide.

Tá feia a coisa no União Brasil. E o tempo urge!