A Câmara de Mossoró tem sido o cenário de uma prolongada disputa desde que o Projeto de Lei 17/2023 entrou na pauta de votação. Uma batalha de narrativas envolvendo o prefeito Allyson e o Sindicato vem se arrastando sem prazo aparente para um cessar-fogo.
De um lado, a Prefeitura e sua base situacionista apresentam sua versão do projeto, argumentando que o PL visa garantir direitos aos servidores. Por outro lado, o Sindicato dos Servidores intensifica seus ataques à gestão, oferecendo uma narrativa que retrata o PL como algo que irá retirar direitos dos funcionários.
Nesse fogo cruzado, nenhum lado parece se beneficiar mais do que os vereadores da base de oposição, que aproveitam os ganhos políticos de todas as maneiras possíveis. O palco está montado, as narrativas servem de estopim para o prolongado debate. São duas versões que não batem uma com a outra. No campo político, há desgaste para o prefeito.
A esquerda conhece bem as táticas desse jogo e sabe como agir ao utilizar a força de um sindicato para tentar minar uma administração. O Projeto de Lei é a arma, os servidores são as munições e o alvo é a eleição de 2024. Nada além disso.