Tibau voltou a ficar lotada nos primeiros dias de janeiro de 2026. Aliás, desde o fim de dezembro de 2025, a peregrinação rumo ao litoral foi intensa. Engarrafamentos históricos, filas intermináveis e a velha peregrinação onde todo mundo resolveu ir, ao mesmo tempo, para a “Meca” do veraneio mossoroense.
Mas a empolgação, como de costume, tem prazo curto. A tendência, segundo comerciantes, é de que o movimento forte fique restrito apenas ao começo do mês. Depois disso, Tibau entra em modo econômico, cheia de gente, mas com pouco dinheiro circulando.
Alguns fatores ajudam a explicar a mudança. O veranista já não busca mais balada, farra e noites viradas. A moda agora é acordar cedo, tomar monjauro, correr na orla e garantir a foto bem editada para o Instagram. Festa privada, que já foi sinônimo de ostentação, hoje virou algo mais discreto e, em muitos casos, dispensável.
Outro ponto decisivo é a concorrência. As festas gratuitas promovidas pelas prefeituras da região, especialmente em Grossos e Areia Branca, mudaram o comportamento do público. Shows sem ingresso, sem mesa cara, sem balde de gelo inflacionado e sem litro de whisky a preço de importação, muita gente repensou se vale a pena pagar caro para “ser visto” em Tibau.
O resultado aparece no caixa. Comerciantes relatam expectativa de finais de semana com movimentação tímida. Barracas cheias, consumo baixo. Gente tem, dinheiro nem tanto.
Tibau, definitivamente, não é mais a mesma. O veraneio que antes atravessava janeiro e só perdia força depois do Carnaval agora encurta. Antes mesmo do mês acabar, o rico emergente de Mossoró já faz as malas, desmonta a casa e retorna à rotina, deixando para trás a praia cheia e o caixa vazio.