A cidade de Mossoró está envolvida em uma batalha de narrativas em torno do tomógrafo, um equipamento médico usado para criar imagens detalhadas do interior do corpo humano. A rede estadual e municipal de saúde, além de hospitais particulares, possui equipamentos disponíveis, mas o tomógrafo do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) está quebrado há cerca de 60 dias.
Sem previsão de quando o tomógrafo do HRTM será consertado, parte da oposição em Mossoró achou um culpado: a Prefeitura de Mossoró. A Secretaria Municipal de Saúde possui um tomógrafo novo, enviado pelo Ministério da Saúde. O equipamento está encaixotado, mas não abandonado. Aguarda a conclusão das reformas do PAM do Bom Jardim, que disponibilizou uma sala especialmente para que o tomógrafo seja instalado.
Porém, parte da oposição resolveu criar uma cortina de fumaça para blindar o Governo e culpar a prefeitura pelo problema do tomógrafo do HRTM, que é de responsabilidade da Sesap. Sem nenhum conhecimento técnico, querem que a prefeitura ceda o tomógrafo do Município para o HRTM. Algo complexo quando se trata de equipamento desse porte. Ligar um tomógrafo em uma unidade de saúde não é como ligar um ventilador em uma tomada e apertar o botão. Requer adequações, reformas e treinamento de pessoal.
A oposição tenta culpar o Município por manter um tomógrafo novo, aguardando a readequação da sala para instalação, exigindo conclusão da obra antes que o tomógrafo do HRTM seja consertado. Ou seja, querem transferir a responsabilidade da falta de manutenção do tomógrafo do Tarcísio Maia nas obras do PAM, um prédio antigo que não passa por melhorias há décadas.
Em vez de perguntar quando a reforma do PAM será concluída, deveria questionar quando o tomógrafo do HRTM será consertado.