Embalado pelas polêmicas declarações do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Santos, que sugeriu a privatização da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), o governador Robinson Faria se manifestou sobre o assunto e foi enfático ao dizer, na sua página pessoal no Facebook, que não vai privatizar a UERN.
"Não vou privatizar a UERN. A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte exerce um papel muito importante para a educação potiguar e é um patrimônio do povo. São milhares de alunos, professores e servidores espalhados por todo o Estado. Não faz parte da minha política de governo privatizar a UERN", afirmou o governador.
Apesar do posicionamento firme em defesa da universidade, talvez para obter uma ponta de popularidade no meio da comunidade acadêmica do RN, o governador ainda sofre forte rejeição principalmente por conta da indefinição do calendário de pagamento do funcionamento público estadual.
Nesta segunda, em uma entrevista a uma emissora de Natal, ele tratou como "imprevisível" o pagamento da folha do mês de outubro, e justificou que aguarda transferência de recursos da União, de onde surgem 50% da receita do Estado. Entretanto, Robinson anunciou mudanças no critério de pagamento da folha. A partir desse mês, delegados, auditores fiscais e procuradores, receberão seus salários fracionados.