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"Com vaia ou sem vaia, eu sou eleito", afirma vereador que pediu arquivamento da CEI

"Com vaia ou sem vaia, eu sou eleito", afirma vereador que pediu arquivamento da CEI

Por: Blog do Saulo Vale

O vereador governista Manoel Bezerra (PRTB) causou tumulto na sessão ordinária desta terça-feira (29) ao pedir o arquivamento da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investiga contratos da Prefeitura de Mossoró com empresas prestadoras de serviço de limpeza urbana nos anos de 2016 - 2018. A CEI foi instaurada no dia 15 de maio, com os votos dos sete vereadores da oposição.

O parlamentar trouxe a proposta à tona, de repente, quando os vereadores discutiam um projeto relativo à construção civil. "Eu quero propor que o plenário decida sobre essa questão [arquivamento ou prosseguimento da CEI]", afirmou. Ele justificou supostos erros na CEI que "não apresentou um fato certo nem as provas que pretende produzir, além de não especificar o prazo adequado".

Vaias

Ao fazer a proposta, o vereador, que é presidente da CEI do Lixo, foi vaiado por populares que estavam na galeria. "Com vaia ou sem vaia, eu sou eleito", retrucou. Durante entrevista, chegou a negar interferência do Palácio da Resistência, sede do governo municipal, para a proposição de arquivamento da CEI.

A presidente da Câmara, vereadora Izabel Montenegro (MDB), chegou a repreender o parlamentar por ter apresentado a proposta naquele momento. Os ânimos se exaltaram. A oposição protestou. Dos três membros da CEI (Manoel Bezerra - presidente; Emílio Ferreira - relator e Alex do Frango - secretário), apenas Alex do Frango se colocou contrário ao arquivamento.

Murro na mesa

O vereador governista Emílio Ferreira (PSD), relator, chegou a dar um murro na mesa, após a declaração de Manoel Bezerra de que o parlamentar também era a favor do arquivamento da CEI. O pessedista afirmou que é a favor por haver uma investigação dos contratos de limpeza urbana no âmbito do Ministério Público de Contas (MPC).

A sessão foi encerrada pela presidente da Casa, devido ao tumulto. O tema deve voltar a ser debatido pelos parlamentares na sessão ordinária desta quarta-feira (30).

Foto: Edilberto Barros